Você sabia que a Marvel quase ficou com todos os personagens da DC?

Você sabia que a Marvel quase ficou com todos os personagens da DC?

Recentemente o rumor de que a Warner poderia vender a DC Comics pela Marvel passou a circular pela internet, levando preocupação para alguns fãs da editora, e ganhando tal dimensão que seu editor-chefe, Jim Lee, teve que negar publicamente durante sua participação em um evento semanas atrás. Embora a situação atual seja apenas um boato sem base, houve uma vez em que a Marvel quase ficou com todos os personagens da DC.

Por muito tempo a história de que a Marvel quase adquiriu os direitos dos super-heróis da DC era tratado como uma espécie de lenda, um boato, mas anos atrás ela foi confirmada por Jim Shooter, ex-editor chefe da Marvel, em seu blog pessoal.

Nos anos 70 e 80 a Marvel dominava o mercado de quadrinhos nos EUA com uma grande vantagem sobre a Distinta Concorrência, como Stan Lee costumava se referir a editora do Superman e do Batman.

Em 1984, com a empresa de quadrinhos passando por maus bocados, Bill Sarnoff, responsável pelo braço editorial da Warner, procurou o editor chefe da Marvel na época, Jim Shooter, com uma proposta: o repasse dos direitos de  licenciamentos de publicação dos personagens da DC pela Marvel. Ou seja, a Marvel não se tornaria proprietárias dos personagens, estes continuariam com a Warner, mas a DC serie encerrada e toda a responsabilidade pelo controle criativo dos heróis ficaria com a Marvel.

Seria mais ou menos algo semelhante ao que a Marvel fez com os direitos cinematográficos de alguns de seus principais super-heróis, repassando-os para Sony (Homem-Aranha) e Fox (X-Men, Quarteto Fantástico e outros).

Em outras palavras, a Marvel ficaria responsável por publicar as HQs do Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde e outros títulos, como Jovens Titãs, Liga da Justiça e Legião do Super-Heróis. Análises de mercado foram feitas, projeções de custos e de lucros também.

Mas o negócio não seguiu adiante porque a empresa que era proprietária da Marvel na época, a Cadence Industries, temeu pelas implicações legais. No caso, temia-se um processo por formação de truste. A lei dos EUA não permite que uma empresa detenha mais de 70% do mercado e, naquele momento, a Marvel era responsável por 69% das vendas de quadrinhos em território estadunidense, com a DC respondendo por 18%. E uma editora chamada First Comics abriu um processo contra a Casa das Ideias.

A preocupação com as consequências legais que poderiam advir da aquisição do direitos dos super-heróis da DC fez com que os chefes de Jim Shooter decidissem por não aceitar o plano que ele tinha elaborado, e que poderia render, segundo seus cálculos, US$ 3,5 milhões de lucros em dois anos. Para a época, este era uma quantia significância.

A fusão não aconteceu e logo depois a DC começou a se recuperar a partir do lançamento da sua nova fase iniciada com Crise Nas Infinitas Terras, que refundou o universo dos super-heróis da editora. Na mesma época, a contratação de autores britânicos como Alan Moore e Neil Gaiman revitalizaram a editora através do selo Vertigo, conquistando novos fãs para quadrinhos com histórias mais adultas.

 

 

 

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