Oscar 2019 – Spike Lee se revolta com vitória de Green Book e fica de costas para o palco

Oscar 2019 – Spike Lee se revolta com vitória de Green Book e fica de costas para o palco

O anúncio da vitória de Green Book na categoria de Melhor Filme no Oscar 2019 surpreendeu a todos e causou revolta em uma pessoa em especial que estava presente na cerimônia, o diretor Spike Lee. Segundo o Deadline, Lee, que recebeu seu primeiro Oscar na categoria de Roteiro Adaptado por Infiltrado na Klan, tentou deixar Dolby Theater, se dirigindo até a saída, mas acabou sendo contido por Jordan Peele (Corra!). Após uma breve discussão entre os dois, Lee concordou em voltar, mas permaneceu de costas para o palco durante o discurso de agradecimento dos responsáveis por Green Book.

O filme dirigido por Peter Farrelly recebeu muitas críticas pela maneira simplista com que trata a questão do racismo e também por ter, segundo os familiares do pianista Don Shirley, ter criado uma amizade inexistente entre o músico, interpretado por Mahershala Ali, que venceu na categoria de Ator Coadjuvante, e o motorista Tony Vallelonga (Viggo Mortensen). A família do músico diz que Green Book faz uma representação equivocada de Shirley, colocando-o como alguém alienado dos problemas vividos pela comunidade negra nos EUA, e um dos pontos mais polêmicos é quando Vallelonga, um italo-americano, diz que é mais negro que Shirley por conhecer mais artistas negros e por comer frango frito.

Após a cerimônia, ao ser questionado sobre sua reação, Lee tentou desconversar, mas brincou dizendo que achou que estava à beira da quadra do Madison Square Garden, em Nova York, vendo um jogo de basquete dos Knicks e que o árbitro tinha errado. “Sempre que alguém está dirigindo para alguém, eu perco”, continuo o diretor, fazendo referência ao Oscar de 1990, quando seu filme Faça a Coisa Certa ficou de foras das indicações a Melhor Filme, categoria que foi vencida por Conduzindo Miss Daisy.

 

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