Olivia de Havilland, estrela de “E o Vento Levou…”, morre aos 104 anos

Olivia de Havilland, estrela de “E o Vento Levou…”, morre aos 104 anos

A última remanescente da Era de Ouro de Hollywood partiu pacificamente neste último sábado (25). Olivia de Havilland, uma das estrelas do clássico E o Vento Levou… (1939) e duas vezes ganhadora do Oscar, morreu aos 104 anos. A informação é da EW. Segundo a publicação, Olivia de Havilland morreu enquanto dormia em sua residência em Paris.

Filha de pais britânicos, Olivia de Havilland nasceu em 1916 em Tóquio, no Japão, onde seu pai estava trabalhando como advogado de patentes, mas cresceu na Califórnia, nos EUA, juntamente com sua irmã mais nova, Joane Fontaine, que posteriormente também se tornaria uma estrela de Hollywood.

Ao ver a atuação de Olivia na encenação de  seu colégio da peça Sonho de uma noite de verão, de Shakespeeare, um dos assistentes do diretor austríaco Max Reinhardt convidou a jovem para participar da produção profissional da mesma peça, e esta foi logo depois adaptada para o cinema, em 1935, tendo de Havilland no papel de Hermia.

Logo em seguida Olivia estrelou Capitão Blood (1935) ao lado do galã Errol Flynn, com quem formou uma das duplas mais famosos e bem sucedidas da história do cinema, trabalhando juntos em A carga da brigada ligeira (1936), As Aventuras de Robin Hood (1938) e em mais outros cinco filmes.

Mas o trabalho mais famoso de Olivia de Havilland foi o da doce Melanie Wilkes, cunhada e melhor amiga da protagonista Scarlett O’Hara, vivida por Vivien Leigh, na adaptação cinematográfica do livro E o Vento Levou… de Margart Mitchell.O papel rendeu a Olivia a sua primeira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

O filme ao todo ganhou oito Oscars, sendo o maior sucesso cinematográfico de todos os tempos, superando em bilheteria Vingadores: Ultimato se levar em consideração a inflação, uma vez que foi visto por muito mais pessoas, tendo ficado em cartaz durante anos.

Em 1942, Olivia recebeu sua segunda indicação ao prêmio da Academia pelo filme A porta de ouro, mas acabou perdendo para sua própria irmã, Joane Fontaine, com quem vivia uma rivalidade. Em 1947, no entanto, ela ganhou o seu primeiro Oscar de Melhor Atriz pela sua atuação em Só resta uma lágrima. E, em 1950, Olivia recebeu sua segunda estatueta de Melhor Atriz por Tarde demais.

O último trabalho de Olivia de Havilland foi em 1988, em A Mulher Que Ele Amou, um filme para a TV. Em 2004 ela foi homenageada pelo então presidente George W. Bush com a Medalha Nacional das Artes e, em 2017,  recebeu o título de Dama do Império Britânico.

 

 

 

 

 

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