JIm Lee comenta rumores de que a Marvel vai comprar a DC

JIm Lee comenta rumores de que a Marvel vai comprar a DC

A Marvel  vai comprar a DC? Desde o anúncio da saída de Dan DiDio, que dividia com Jim Lee o cargo de editor-chefe da DC, passaram a circular pela internet rumores sobre o futuro da companhia, principalmente aventando uma suposta compra pela Marvel. Durante participação na C2E2 neste sábado, Jim Lee foi perguntado sobre os boatos.

“Sobre algumas dessas coisas que estão sendo divulgadas por aí, são rumores… especulações”, disse Lee (via CB). “Eu não colocaria nenhuma credibilidade nisso. A DC tem 85 anos, e estaremos por aqui por outros 85 anos. Eu espero estar participando desse painel daqui a 85 anos.”

Segundo os rumores, a AT&T, nova proprietária da WarnerMedia, não estaria segura em relação a viabilidade de manter a DC e estaria considerando vendê-la para a Marvel/Disney.

Acreditar que a Marvel vai comprar a DC é algo que não se justifica, pois ainda que ultimamente os filmes da DC não tenham obtido um sucesso na mesma dimensão do MCU, a propriedade intelectual de seus personagens ainda representa um ativo muito valioso. Tampouco seria viável imaginar que a fusão das duas maiores editoras de quadrinhos do mundo fossem aprovadas pelos órgãos reguladores dos EUA, uma vez que isto poderia ser considerado quase que um monopólio.

O curioso é que, muitos anos atrás, a Marvel teve uma oportunidade real de comprar a DC Comics. Nos anos 70 e 80 a Marvel dominava o mercado de quadrinhos nos EUA com uma grande vantagem sobre a Distinta Concorrência, como Stan Lee costumava se referir a editora do Superman e do Batman.

Em 1984, Com a empresa de quadrinhos passando por maus bocados, Bll Sarnoff, responsável pelo braço editorial da Warner, procurou o editor chefe da Marvel na época, Jim Shooter, com uma proposta: o repasse dos direitos de  licenciamentos de publicação dos personagens da DC pela Marvel. Ou seja, a Marvel não se tornaria proprietárias dos personagens, estes continuariam com a Warner, mas a DC serie encerrada e toda a responsabilidade pelo controle criativos dos heróis ficaria com a Marvel.

Seria mais ou menos algo semelhante ao que a Marvel fez com os direitos cinematográficos de alguns de seus principais super-heróis, repassando-os para Sony (Homem-Aranha) e Fox (X-Men, Quarteto Fantástico e outros).

Em outras palavras, a Marvel ficaria responsável por publicar as HQs do Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde e outros títulos, como Jovens Titãs, Liga da Justiça e Legião do Super-Heróis. Análises de mercado foram feitas, projeções de custos e de lucros também.

Mas o negócio não seguiu adiante justamente por causa da questão mercadológica. No caso, temia-se um novo processo por formação de truste. A lei dos EUA não permite que uma empresa detenha mais de 70% do mercado e, naquele momento, a Marvel era responsável por 69% das vendas de quadrinhos em território estadunidense, com a DC respondendo por 18%. E a Marvel já estava respondendo a um processo anti-truste aberto por uma editora chamada First Comics.

A fusão não aconteceu e logo depois a DC começou a se recuperar a partir do lançamento da sua nova fase iniciada com Crise Nas Infinitas Terras, que refundou o universo dos super-heróis da editora. Na mesma época, a contratação de autores britânicos como Alan Moore e Neil Gaiman revitalizaram a editora através do selo Vertigo, conquistando novos fãs para quadrinhos com histórias mais adultas.

 

 

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