CEO da Disney critica discursos de ódio e diz que “Hitler teria amado as redes sociais”

CEO da Disney critica discursos de ódio e diz que “Hitler teria amado as redes sociais”

Um dos executivos mais poderosos do mundo, Robert Iger foi o principal responsável em transformar a Disney na maior companhia de entretenimento do mundo desde que assumiu a chefia do grupo como CEO em 2005. De origem judaica, ele foi homenageado pelo centro Simon Wiesenthal, uma organização de direitos humanos que monitora atividades de antissemitismo ao redor do mundo.

Em seu discurso, Iger falou sobre a forma como as redes sociais tem sido usadas para espalhar ódio e disseminar intolerância.

“O ódio e a ira estão nos arrastando para um abismo (…) A política, em particular, está dominada pelo desprezo. Hitler teria amado as redes sociais. É a ferramenta de marketing mais poderosa que um extremista pode desejar. As redes sociais refletem uma visão estreita do mundo, filtrando qualquer coisa que desafie nossas crenças e, constantemente, validamos nossas convicções e amplificando nossos medos mais profundos.” (via Exame)

Em seguida ele abordou o impacto que as chamadas fake news espalhadas pelas redes sociais já estão causando.

“Elas [redes sociais]  criam a falsa sensação de que todos compartilham a mesma opinião. As mídias sociais permitem ao mal agir como predador sobre mentes perturbadas e almas perdidas e nós sabemos que as notícias das redes sociais podem conter mais ficção que fato, propagando uma ideologia que não tem espaço em uma sociedade civil que valoriza os valoriza a vida humana.” (via Business Insider)

O CEO também declarou que este é um momento importante para que o ódio seja rechaçado em todas as suas formas com a mesma convicção que foi durante a II Guerra Mundial, o que inclui  “bloquear a cultura do desprezo que nos impede de debater e discutir.”

Nesta última quinta (11), Iger anunciou sua intenção de se aposentar dentro de dois anos. Frequentemente ele é citado como um potencial candidato à presidência pelo Partido Democrata.

“Eu estou esperando que meu contrate expire ao final de 2021”, disse o executivo durante um evento para investidores no qual foram apresentados os detalhes sobre a plataforma de streaming Disney +. (via CB). “Eu tenho sido CEO desde outubro de 2005, e já disse várias vezes que há um momento para tudo, e esta será em 2021. Este será o momento para eu finalmente sair.”

Iger originalmente deixaria o comando da Disney em 2018, prazo que depois foi adiado para 2019 e posteriormente estendido até 2021 em função da aquisição dos ativos da Fox pela Disney.

“Eu tenho estado comprometido com a diretoria por um tempo em algumas discussões sobre a sucessão, e eles tem estado ocupados com o processo de sucessão, e continuamos sentido que seremos capazes de identificar meu sucessor a tempo desta companhia ter um processo suave de transição.”

A prioridade da companhia e de Iger no momento é o lançamento e consolidação da plataforma de streaming Disney +, que estará disponível nos EUA a partir de 12 de novembro e que promete ser a principal concorrente da Netflix no setor.

 

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